A importância da Filosofia para a sociedade

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Desgastada pelo tempo e por uma sociedade superficial, a filosofia pode não ser a resposta para os dilemas modernos, mas ela certamente sabe as perguntas a serem feitas

Ela diz a que veio logo no nome: filosofia é uma palavra de origem grega, formada pela junção dos termos philos ou philia, que quer dizer amor ou amizade, e sophia, que significa sabedoria. É, portanto, uma ciência que se propõe a estudar as inquietações típicas da existência humana – sejam elas relativas à moral, à ética, à religião, sejam relativas a uma sociedade de uma determinada época.

Diferentes de outras áreas do conhecimento, a filosofia não se pretende uma verdade absoluta, porque seus conceitos e entendimentos avançam (ou se sofisticam, ao menos) junto com o mundo que os cerca.

Enquanto outras ciências lançam mão de métodos, pesquisas e experimentos tangíveis ao plano físico, químico, biológico, a filosofia permeia o campo das ideias e comportamentos, propondo-se a entender e explicar o mundo tal qual o vemos, com todas as suas vertentes e exceções.

Nascida na Grécia Antiga, no século VI, a modalidade precisa ser resgatada da sonolência induzida em que a colocamos – sem querer? De qualquer forma, é preciso enfrentar o fato de que estamos fazendo as perguntas erradas, nas ocasiões erradas e para as pessoas erradas.

Esse obscurantismo filosófico abre espaço para a evasão de problemas seculares: a corrupção, a crise econômica, a definição de sucesso e fracasso balizadas por parâmetros criados por uma sociedade confusa, que apoia suas decisões em conhecimento sem fundamento.

Acredito que nossa única saída seja retomar a busca por pensamentos lógicos e racionais que tentem explicar, com profundidade e abrangência, a fundamentação e a utilidade dos valores morais da sociedade de uma determinada época – sobretudo da nossa.

Embora faça suas transformações junto com o universo ao redor, a filosofia ainda tem espaço para ideias atemporais, e são essas questões que não envelhecem ou perdem a validade as que mais importam – porque passamos a vida tentando explicar as coisas, mas o nosso conhecimento deveria começar com o estudo de si.

Por Denise Sardinha.