A natureza das coisas vão muito além do que vemos

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Não temos muito costume de parar para pensar por que fazemos o que fazemos.

Por exemplo: você acorda, trabalha, come, dorme, acorda, trabalha… E continua, dia após dia. Como em um ciclo.

No meu caso, a rotina é mais ou menos assim: despertador, escova de dente, café, computador, almoço, computador, praia, banho, jantar, cama. No dia seguinte, começo tudo de novo, com pequenas variações – cervejinha, boteco, cinema.

Porquê?

Minha pergunta: por que fazemos isso? Por que precisamos de uma rotina? Não seria mais fácil deixar fluir e fazer o que der vontade? À primeira vista, sim.

Mas, pensado um pouco, correríamos o risco de deixar trabalho e qualquer tarefa que exija um pouco mais de esforço de lado e passar 24 horas estirados ao sol com uma caipirinha na mão – por que não? – e simplesmente esperar que o dinheiro aparecesse na carteira, o conhecimento brotasse em nossa mente, a casa se autolimpasse, tudo se ajustando como em um passe de mágica…

Vivendo assim, tudo iria às mil maravilhas. Até que, em algum momento – mais rápido para alguns –, chegaríamos ao ponto em que as coisas não fariam mais sentido.

Afinal, pra que correr atrás, darmos o melhor de nós, se já teríamos tudo ao alcance das mãos?

Rotina

Justamente aí mora a resposta para a minha pergunta – por que estabelecemos uma rotina? Assim como os pássaros, que saem do ninho toda manhã em busca de alimento para seus filhotes, levantamos das nossas camas – quentinhas, confortáveis – todo dia em busca dos nossos objetivos, sejam eles quais forem.

Diploma, carreira, virar um astro de Hollywood. Todos temos um – ou vários – motivos para seguir em frente, enfrentar os dias com determinação. Eu tenho os meus, e não abro mão deles.

Durante uma palestra da qual participei na semana passada sobre gratidão, escutei o seguinte: “Férias é tudo de bom, mas melhor ainda é voltar pra casa”.

Então, proponho um exercício: que tal começar seu dia agradecendo tudo o que lhe espera, por ter a chance de dar seu melhor, aproveitar sua família, sua cidade e seu momento de descanso, sabendo que poderá voltar para o aconchego da sua casa toda noite?

Pense nisso. Tenho meus motivos para seguir minha rotina. Quais são os seus?

Por Caroline Marques