Aretuza professora, dançarina e coreógrafa internacional

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Para inaugurar a coluna Bate-Papo, convidamos a bailarina, coreógrafa e professora de ballet clássico Aretuza Caldas Garner. A carioca de 36 anos mora em Orlando há quatro. “Me mudei para a Flórida para continuar com minha carreira artística dançando, dando aulas de ballet e coreografando para competições nacionais e internacionais.”

DE ONDE VEIO SEU AMOR PELA DANÇA?

Começou muito cedo. Minha mãe foi bailarina e professora de ballet flamenco e moderno e me deu aulas quando eu tinha quatro anos.

COMO FOI SUA FORMAÇÃO?

Meu ensino de ballet clássico profissional começou com Eugenia Feodorova (bailarina ucraniana radicada no Brasil em 1954, que se tornou um dos maiores nomes do ballet brasileiro).

Recebi ensinamentos de Tatiana Leskova (de origem russa, ela ingressou na Opéra de Paris aos 15 anos e, depois de dançar internacionalmente, radicou-se no Brasil).

Também trabalhei com Bertha Rosanova (primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro), como assistente e professora de ballet em sua academia.

E DEPOIS DE TANTO ESTUDO, QUAL FOI O PASSO?

Depois de me formar pelo sindicato dos profissionais da dança, dancei, trabalhei e participei de inúmeros festivais nacionais e internacionais, competições, novelas, grupos e companhias, uma delas incluindo o ballet contemporâneo do Rio de Janeiro.

VOCÊ TERMINOU SEUS ESTUDOS NA ALEMANHA…

Exatamente. Fui para a Alemanha e, depois de fazer uma aula na Universidade de Dança e Música em Cologne, me ofereceram uma bolsa de estudos.

Fiz aulas de ballet clássico, contemporâneo, pilates, moderno, character, pax de deux e variações de repertório clássico, além de estudar história da dança.

SUA VOLTA PARA O BRASIL, COMO FOI?

Regressando ao Brasil, fui escolhida em um teste para ser Dance Captain no Caribe em apresentações incluindo República Dominicana, Venezuela e Turks e Caicos.

Anos mais tarde, abri a Academia Aretuza’s School of Dance, na qual tive em torno de cem alunos, coreografei para o Miss Universe Turks and Caicos Islands e participei de shows com Alicia Keys, Lionel Richie, Michael Bolton.

Na academia também criei o Adopt a Dancer Program Scholarship, para crianças carentes. Tive a academia por sete anos, foi uma experiência maravilhosa, e hoje tenho alunos dançando e trabalhando internacionalmente.

COMO VEIO PARA ORLANDO?

A mudança para Orlando aconteceu muito rapidamente. As portas foram abertas de tal forma que eu não pude dizer não.

Enviei meu currículo e logo consegui trabalho de professora de ballet e diretora em academias e apresentações.

Tenho planos de abrir minha própria academia aqui em Orlando em um futuro próximo.

E HOJE, COMO É SUA ROTINA?

Continuo dançando profissionalmente, dou aulas, coreografo, treino meninas para competições locais, nacionais e internacionais e dou aulas particulares.

Sou casada e tenho uma filha bailarina (risos) de dez anos, chamada Ariadne. No momento, sou diretora de ensaios para o show Project Eden, A Modern Retelling Of The Story Of Eve, com os coreógrafos Dawn Branch e Dawnhone Perry.

A estreia está marcada para 12 de abril no The Mandell Theatre, em Orlando.