Dólar e Real – Câmbio estabilizado ou em queda?

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No início de março, a moeda superou a barreira dos 3 reais por 1 dólar. Isso não ocorria havia dez anos

Orlando, uma das cidades mais visitadas do mundo, tem no mercado brasileiro o seu segundo maior cliente.

Com o dólar muito valorizado em relação ao real, o brasileiro precisa de mais reais para comprar a mesma quantidade de dólar.

Isso é um dos motivos de os Estados Unidos perderem um pouco a atratividade, mas é uma coisa relativa.

O comércio de Orlando perde em um primeiro momento; em seguida, os preços internos também se ajustam, e esses para sempre com relação ao preço do dólar, os insumos são importados e a fabricação mesmo dos produtos industrializados necessita de componentes que precisam ser importados e em dólar também.

As empresas aéreas começam as promoções e tudo se acalma em alguns meses – só depende do fôlego e de quanto o comércio de cada um está atrelado ao cliente ou consumidor brasileiro.

Quanto você quer pagar?

O risco Brasil está sendo utilizado para definir a instabilidade do real em relação ao dólar, fazendo com que os investidores no Brasil sintam que existe perigo em colocar seu dinheiro lá.

Quanto maior o risco, menor o número de investidores, e menos dólares para o mercado, que, por uma lei de oferta e demanda, faz com que o valor da moeda dólar suba.

No Brasil contamos com diferentes valores para o dólar – um para empresas, outro para pessoas físicas, e o paralelo.

O comercial é para as transações comerciais, pelo governo e pela Bolsa de Valores; já o dólar turismo é utilizado para compra de passagens e transações em cartão de crédito; e o dólar paralelo serve para todas as outras transações.

Banco Central brasileiro

O departamento de câmbio do Banco Central tenta ajustar a variação cambial, mas esse procedimento nem sempre dá certo.

O mecanismo, mais uma vez, é obedecer à lei da oferta e da procura.

Quando o dólar tem  a tendência de baixar, eles compram, tirando do mercado o excesso de dólares, e quando está faltando dólar e o preço vai subir, eles entram no mercado vendendo.

O problema é que nem sempre isso dá certo. Quando dá, ninguém nem vê, mas quando algo sai errado, a explosão é inevitável.

O dólar nas nuvens?

Os motivos da desvalorização do real em relação a todas as moedas internacionais já poderiam ter acontecido antes, mas, por diversos motivos políticos e econômicos, essas variações ficaram represadas.

Algumas explicações estão fora das fronteiras do Brasil, como o fortalecimento da economia americana e ações políticas e econômicas na Europa e no mercado europeu.

Mas o que mais preocupa os analistas econômicos é que os EUA devem subir a taxa de juros, o que faria mais dólares saírem do Brasil, desvalorizando ainda mais o real – além de todos os problemas internos brasileiros.

Solução para o dólar

O governo brasileiro está empenhado (será?) para segurar essa instabilidade, mas, em épocas normais, sempre age de forma letárgica e tardia.

O momento político é complexo. Podemos estar assistindo ao que ocorreu em 1999 e em 2002/2003. A

solução ainda não é conhecida, mas a certeza de que o brasileiro sempre dá um jeito de resolver os problemas cambiais, cada um vai ter que buscar sua solução e o mercado vai se ajustar porque ele é soberano.

A lei da oferta e da procura sempre se faz presente, e os economistas dormem em algum momento.

Turista brasileiro

Com o dólar valorizado diante do real, Orlando fica mais caro e mais longe do bolso, mas sempre existe um caminho para chegar ao aeroporto.

A Flórida sempre receberá os turistas brasileiros. O Brasil é muito grande, e os brasileiros, muito imaginativos, sempre buscando uma solução para seus objetivos.

Certamente, visitar Orlando, para compras e para os parques, vai continuar sendo prioridade de todo apaixonado por nossa linda cidade, que continua de braços abertos para receber nossos queridos turistas.