Mais um degrau – As alegrias e aflições de mais um aniversário

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Se tem uma coisa que eu adoro é fazer aniversário. Cada ano, no dia 26 de outubro, paro e penso em tudo o que eu fiz durante os últimos 12 meses e pondero minhas conquistas, meus tombos, meus sonhos, o que mudou e o que ainda precisa melhorar. Sempre achei que a idade fortalece as pessoas, traz maturidade, experiência e beleza, uma beleza própria, resultado de nossas histórias e crescimento.

No último mês, completei 25 anos. Confesso que ainda sinto um friozinho na barriga quando penso na minha “nova” idade. Me parece que 25 anos é uma idade que marca, acredito que da mesma forma que os 15. Nada de tão interessante acontece quando completamos 15 anos: não estamos aptos para tirar carteira de motorista, como aos 18; estamos longe de entrar na faculdade; não podemos nem entrar em festas, a não ser matinês; no entanto, é uma marca, pelo menos para as meninas. Tradição.

Eu sei, 25 anos não tem qualquer tradição. Mas ao completar meu “um quarto de século”, só consigo pensar no meus 15 anos. Há dez anos, eu pensava que hoje ganharia muito bem, teria minha própria empresa, seria chefe, provavelmente já estaria noiva e comprando meu apartamento, até porque o primeiro filho estava planejado para os 27.

Contabilizando as vitórias

Bom, estou ganhando melhor do que aos 20, já fui chefe por algum tempo, tenho um namorado, mas estou longe de ter meu próprio negócio, ainda não encontrei meu apartamento e, com certeza, o filho vai ter que esperar muito mais que dois anos. Vamos ver o lado bom: comprei um carro, que nem estava naquela lista.

Confesso que essa olhada para o passado me deixou um pouco tensa, já que a ansiedade é um problema contra o qual eu batalho diariamente. Nas semanas que antecederam o grande dia, esse pensamento veio à minha cabeça quase diariamente. E agora? O que eu deveria ter feito de diferente? Não sei. Simplesmente não sei.

Gratidão

Sem respostas, resolvi agradecer. Agradeci minha história, minhas conquistas e momentos de superação, que foram ainda maiores do que minhas realizações profissionais, agradeci pelos que passaram por minha vida nesses anos e por tudo o que consegui, mesmo que ainda não tenho atingido todos os meus objetivos. Afinal, pode ser pouco, pode ser singelo, mas nada tira o que se tem após dedicação e esforço. E já que pretendo viver muitos anos, mantive essas metas no papel.

Todos os dias acordo e me vejo lá na frente vivendo meu sonho. Na verdade, procuro viver meus sonhos todos os dias, seja no meu dia a dia, seja na minha mente. Afinal, dizem que, quando idealizamos algo com muita força e batalhamos para isso, as chances de dar certo são bem altas.

Sou o que sou pelo meu passado, pela minha história, mas não vou me limitar. Nossas vidas podem tomar rumos que muitas vezes não imaginamos, mas quando se tem um objetivo, caminhamos para isso. Acredito que o foco, as boas energias e a força de vontade não podem cessar, já que é isso que nos move.

Começo meu ano renovada, realizada e contente com tudo o que vivo hoje e absolutamente preparada para conquistar o mundo que idealizo todos os dias.

Thieny Moltini é repórter, autora do blog mudancadehabito.net e descobriu, há pouco tempo, uma nova forma de ver a vida e superar seus limites