E o prêmio de funcionário do mês em Brasília vai para… um robô! Em apenas dois meses, o robô Rosie levantou mais de 3.000 casos suspeitos envolvendo a cota parlamentar dos deputados federais de todo o país.
Desenvolvido por oito jovens que atuam na área de ciência de dados, o sistema foi ao ar graças a uma campanha de financiamento coletivo – e em pouco tempo já provou que valeu cada centavo.
Em apenas uma semana, 849 casos foram auditados. Destes, 629 resultaram em denúncias envolvendo R$ 378,8 mil pagos com dinheiro público por 216 deputados. Graças ao (maravilhoso) trabalho de Rosie, veio ao público o caso do deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), que pediu reembolso de cinco cervejas consumidas durante uma viagem à Califórnia, nos Estados Unidos.

O parlamentar estornou o montante de R$ 131,15 e pediu desculpas pela confusão, que, segundo ele, se deu por conta da língua.
Outra que caiu “nas garras” da robô heroína foi Marco Maia (PT-RS), que solicitou ressarcimento de R$ 154,50 por duas refeições. Como as regras da Cota de Atividade Parlamentar não autoriza despesa para acompanhantes, o deputado teve de devolver R$ 77,25 aos cofres públicos.
A operação valente de Rosie ficou conhecida como Serenata de Amor, e todos os dados são públicos. Semanalmente, um relatório é divulgado na página do Facebook da operação, para que o público possa acompanhar de perto o trabalho exemplar do robô.