Quem é que define o que é música de qualidade?

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O que é música boa? Tudo bem: vamos partir do pressuposto de que gosto não se discute. Será? Cada um tem um tipo de música preferido. Alguns só escutam um estilo, enquanto outros ouvem de tudo: canções diferentes para momentos diferentes.

Música de festa, de praia, de fazenda, pra namorar, pra estudar matemática…

Isso mesmo. Eu sou daqueles que colocam música rápida porque ela ritma o meu raciocínio.

Música é o componente principal da minha vida. Você conhece alguém assim? Eu vivo os meus dias ao som da minha trilha sonora.

Minha playlist é vasta e quase um moderador de humor. Quando acordo de manhã, antes de fazer o café, toco no meu som a “pílula” da cor que o meu corpo pede.

Não importa o estilo

Tem dia que é música clássica, tem dia que é rock, sambão, reggae… Não importa. O importante é ficar na vibe pra começar a pensar direito.

Não consigo entender como tem gente que não liga o rádio ao entrar no carro. Aposto que você também não, afinal, está lendo esta coluna.

Somos, eu e você, apaixonados por música. Se você já curtiu uma fossa ouvindo Brian Adams, música country ou pagode, se dançou na rua com os fones no ouvido, sem se preocupar se alguém estava olhando, fique em paz.

Tem mais gente como você. Gente doida. Completamente louca por música.

Sob medida

E a letra das músicas? Sabe quando uma letra faz todo o sentido pra você? Você diz: essa música foi feita pra mim… Putz, tem letra que arregaça.

Ela pode colocá-lo pra cima, ou trazer lágrimas aos olhos em um piscar desatento. Confesso que xingo e faço declarações de amor com as minhas frases favoritas…

Tem letra que cabe até na hora do “rala e rola”… Imagina quantos bebês foram feitos ao som de Tim Maia ou Barry White?

Ah, música, você é tudo de bom! Acho que o caminho para uma vida saudável vai muito além de comer bem e se exercitar. Tem que ter música. Muita música.

Vizinhos

Mas atenção: música de vizinho pode ser um pé naquele lugar, a pain in the X… (lol). Gosto não se discute – já falamos isso –, mas cada um tem o seu, e a gente tem que respeitar o dos outros.

Então, queridos leitora e leitor, cuidado com o volume. Ele pode deixá-lo surdo ou muito bravo quando não foi você que escolheu o repertório.

Da próxima vez, lembre-se da máxima da vovó e grite da janela: o meu ouvido não é penico.

Ou então: toca Raul… Mas isso é um assunto para o nosso próximo encontro. Aguardo você aqui.

Ah, e para não ficar só no falatório, decidi sugerir uma música no final de cada coluna.

Vai aí primeira: “Um dia de domingo”, do Tim Maia.

Beijos sonoros!

 

Gui Cattoni é cantor, compositor, artista e contestador.
Vocalista da banda Chaparral, acredita que a música é sua poesia, uma necessidade, um estilo de vida