Reiventar-se é a tarefa nossa de cada dia

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Quando nos tornamos pais, mães, tios, tias, irmãs, irmãos, avôs, avós, professores, recebemos uma grande função: reinventar-se.

Esse será mais um papel que você exercerá na vida e na sociedade, e é um bastante desafiador, porque significa que terá de se reinventar inúmeras vezes, por dia, por semana, por mês… num processo de reflexão e autoconhecimento eterno.

O prefixo “re” anda na moda já faz um tempo, com a onda do ecologicamente correto.

Muitas vezes ensinamos a nós mesmos e aos nossos filhos e alunos a reciclar seu lixo, seus brinquedos, roupas, etc.

E quando esbarramos na tarefa de reciclar nossas rotinas, fica mais difícil aderir à moda. Mesmo com toda a boa vontade que temos no início do ano, nem sempre conseguimos de fato manter nossa palavra.

Mas e quando o desafio é ser um educador? Como abandoná-lo, desistir no meio do caminho? Impossível, claro.

Então precisamos talvez não reciclar hábitos, mas sim nos reinventar.

Precisamos ressignificar nossas relações com o mundo, para que consigamos ser melhores a cada dia nessa função tão recompensadora e bonita que é ser educador.

E nesse sentido mais amplo, ser educador é praticamente sinônimo de ser humano, porque cada pessoa que vive em sociedade é um aprendiz e um educador, 24 horas por dia.

A gente aprende e ensina o todo tempo. Observamos, analisamos e copiamos uns aos outros, somos modelos e cópias.

Então, imagine uma criança em desenvolvimento, descobrindo como viver em sociedade, atenta a cada gesto, cada palavra, cada situação, para tirar suas conclusões de como agir no mundo?

O que será que elas estão vendo por aí?

E como será que nós, educadores, as estamos ajudando a significar ou ressignificar o mundo que lhes é apresentado das mais diversas formas?

Cansados só de pensar? Pois é, é exaustiva essa função, com certeza. E esperamos conseguir fazer um bom trabalho, claro. Então, como dar conta disso tudo? Como orientar nossos filhos sem ficarmos todos exaustos – cansados uns dos outros e de nós mesmos? Como promover em casa uma reciclagem geral para iniciarmos o ano melhores e com energia? Posso lhes dar a minha sugestão.

Eu acredito que o velho e bom diálogo é a melhor saída, ou entrada (com o pé direito)! Estabelecer novos acordos que melhorem a vida de todos, em conjunto, a partir de conversas e debates que cheguem a propostas que façam sentido para todos. Difícil, claro, mas só assim o ano pode seguir sem tantos conflitos, acredito. E o que proponho aqui é estabelecer a rotina do diálogo, dos combinados, das reflexões e adaptações, da revisão das regras, da reciclagem das normas, do reinventar a si próprio e as relações dentro e fora de casa, do estar aberto para ser melhor, e ser feliz!

Não seria esse o melhor ensinamento? Não seria esse o melhor exemplo que podemos dar – sermos abertos ao diálogo, aptos a ouvir o outro e a justiçarmos a nós mesmos?

Eu acredito totalmente que este é o melhor caminho para uma casa/vida feliz e harmoniosa: a capacidade de reinventar-se suavemente sempre que preciso!

 

Taciana Vaz é formada em Letras e dá aulas de idiomas.

Autora do blog namochiladataci.blogspot.com.br