O começo e o final de uma missão são igualmente desafiadores. Embora cada etapa tenha suas provações, minha experiência mostra que a maior dificuldade está no meio do caminho – aquele momento em que é necessário manter a chama acesa, a bola no ar ou o prato girando. Digo isso porque sei (e sinto) que, se não ponderarmos todas as variáveis, por menores que sejam, corremos grande risco de falhar.
Das surpresas do caminho com as quais temos de aprender a lidar estão também os outros. Podemos fazer dos que cruzam o nosso caminho aliados ou obstáculos – tudo depende de como você lida com as pessoas.
Não são poucas as vezes que conhecemos alguém acostumado ao papel de vítima: “Se não fosse isso ou aquilo, minha vida seria diferente; se não fosse o fulano; se alguém tivesse feito…”. Esse é o tipo de pensamento de quem não consegue manter seus “pratos girando”.
Observo que, na minha trajetória pessoal e profissional, encontrei muita gente boa.

De alguns me lembro o nome e a ação positiva, mas o mais importante é que dos que não somaram nada benéfico a minha vida eu nem me lembro. Somente tenho em minha bagagem o que me foi de melhor, não carrego peso extra.
O excesso de peso atrapalha o caminho; o excesso de peso inibe a velocidade, faz você ficar cansado e, o mais importante, é que, quando você reconhece o excesso de peso na travessia, é ótimo, mas quando você reconhece no início é melhor ainda: dá tempo de se livrar dele, e começar leve para voar.
Parece loucura, mas temos outras histórias empresariais que, se contadas hoje, entrariam no campo do “não pode ser”, mas, na verdade, são somente excesso de peso, falta de visão, estratégia futura, plano de marketing e principalmente arrogância gerencial.

O veneno silencioso a conta-gotas mata só um pouquinho, mas mata todo dia. Um outro exemplo disso é que recebi uma lista das 30 grandes empresas que provavelmente vão encerrar atividades em 2017.
Dentre elas estão a JC Penny, Sears, Sprint, Isle Cassinos, além de muitas outras – e o Walmart anunciou o fechamento de 60 lojas, mas isso não quer dizer que essas empresas chegaram ao fim. Muito pelo contrário: elas estão em permanente evolução, fusão, mudança, porque manter é que é o complicado.
A Facebrasil também está nessa vibração para manter a qualidade editorial e o grau de atenção de seus leitores. Buscamos, a cada edição, assuntos interessantes e atuais, pois entendemos que a leitura é uma escolha e tentamos, com muito esforço, ajudar você nessa decisão.
Então cá estamos: sem rédeas e sem rodeios, porque para a Facebrasil não há certo ou errado – o que importa pra gente é ser feliz.
A festa continua!