Se não conservarmos o que temos hoje o futuro será incerto

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A grande diversidade de espécies e subespécies de seres vivos que encontramos no planeta Terra é a maior prova de que o ecossistema é uma rede interdependente de espécies, em que o mais simples dos seres agrega tanto valor quanto o ser humano, considerado o mais evoluído de todos.

Duas coisas quase todos têm em comum: a dependência de oxigênio, exceto os anaeróbios, e a dependência de água, e aí começa a verdadeira balança que suspende por cima de nossas cabeças a imensa espada de Dâmocles.

A espécie humana está exaurindo recursos naturais mais rapidamente do que as outras, aproximadamente 1 trilhão de espécies, têm capacidade de repor.

Nosso estilo de vida está colocando em risco não só a continuação de nossa espécie, mas também de todas as outras.

Sujamos a água que bebemos e a do mar – que provavelmente teremos de dessalgar para podermos consumir; desmatamos as florestas, que  mantêm a humidade e nos trazem as chuvas em condições normais; queimamos combustíveis fósseis e envenenamos a atmosfera.

Ou seja, somos os maiores predadores do Planeta, não só porque estamos no topo da cadeia alimentar, mas também, principalmente, por não termos respeito por nossos semelhantes, descendentes e muito menos pelos seres “menos” evoluídos.

Nossos governantes são o reflexo da sociedade que os elege.

Se quisermos mudar o estado de coisas que se instalou desde a Revolução Industrial, em que o homem precisava produzir bens para suprir as demandas da sociedade a qualquer preço, teremos de mudar esse paradigma e eleger pessoas com mais compromisso com o futuro do Planeta, das futuras gerações e de todas as espécies que dele dependem.

A nossa atitude tem de mudar. Já não temos mais margem de segurança. Para todo lado que olhamos, já vemos os problemas ambientais interferirem negativamente em nosso cotidiano. Fica a pergunta: o que você está esperando para mudar?

Giovanni Alevato é empresário, formado em gestão ambiental pela COPPE-UFRJ.