Voltar a estudar é sempre um desafio

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Entre meus grandes sonhos, está a vontade de lecionar. Não sei ao certo como. Devo confessar que nunca fui o tipo de pessoa mais calma do mundo, mas como não se encantar com a maneira como a educação pode mudar vidas?

Não fiz Pedagogia ou Letras, sou formada em Jornalismo, no entanto, haveria formas de atuar como tal.

Outro campo que sempre me encantou foi o da pesquisa. Pode parecer bobagem, mas me encanto ao ouvir uma boa aula baseada em inúmeros autores e outras centenas de conceitos.

Sempre imagino como um professor é capaz de citar quase dez autores em apenas duas ou três horas. Não é só a questão de citar estudiosos, mas interligar conceitos, realizar inter-relações e mediar debates na construção do conhecimento.

Por essas e mais outras, desde que pensei em cursar Jornalismo, penso também em seguir com meus estudos na área acadêmica.

Entrei na faculdade com 19 anos. Não tinha certeza ainda do que queria fazer na minha vida. Sabia que queria conscientizar as pessoas sobre a importância de se valorizar a natureza, os recursos naturais, a fauna e a flora. Como fazer, isso eu não tinha ideia.

Pensei em Direito, Relações Internacionais e, por fim, no Jornalismo. Jovem e com o sonho de mudar o mundo, não seria essa uma boa escolha?

A gente entra em campo, passa a trabalhar nossa área de aprendizado no dia a dia, conhecer na prática.

Mas mesmo a prática gera reflexão, embora nem sempre haja espaço para isso. Entramos em um modo de trabalho tão constante que julgar ou refletir sobre nosso próprio processo parece difícil.

Só que o debate sempre fez parte de mim. Questionar as coisas nunca foi algo apenas de criança para mim, questionar sempre fez parte do meu dia a dia.

Aí volta a questão dos estudos.

Não é o professor, muitas vezes, um agente de reflexão?

O professor atua como uma pena que estimula os alunos para que possam construir seus conhecimentos, progredir com eles e colaborar na propagação e progresso do conhecimento.

A educação é uma via de mão dupla, sobretudo em tempos digitais, em que jovens já nascem conectados.

Foi em meio a inúmeras reflexões e debates internos que me formei, que cresci. Talvez venha daí o interesse de ingressar na vida acadêmica, das pesquisas.

Entre um sonho e outro, devemos agir. Como realizar sonhos senão nos focando nos passos para que se alcancem objetivos e se concluam metas?

Participei de um processo seletivo, me inscrevi e neste mês comecei como aluna especial de um programa de mestrado.

A ideia é experimentar, conhecer e me integrar ao ambiente acadêmico.

Tenho todas as obrigações de um aluno regular, mas ainda não atuo como tal.

Desse jeito sinto um pouco do que é vida acadêmica, que deve conciliar trabalho, casa, lazer e muita, mas muita pesquisa.

Hoje tenho 25 anos, e o sonho de mudar o mundo continua.

Não sei como o farei, mas enquanto isso trabalho em formas de abrir minha cabeça, debater conceitos, formar novas ideias e tornar possível meu maior sonho.

Vamos debater ideias, gerar conhecimento, mesclar conceitos e ampliar nossos horizontes?

Vamos voltar às aulas.

Thieny Molthini é repórter, autora do blog mudancadehabito net